Quase metade dos 3.732 municípios que enviaram dados ao governo federal registrou índices de alerta ou risco para a proliferação do Aedes aegypti. O resultado faz parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para o mosquito, divulgado nesta quarta-feira, cobrindo o período de maio a agosto.
Apesar do alerta de infestação em 49,2% das cidades avaliadas, os dados consolidados de infecções apresentaram queda significativa em todo o país. O Brasil registrou redução de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue, somando 470,5 mil ocorrências, contra 1,5 milhão registradas no mesmo período do ano passado.
As demais arboviroses transmitidas pelo vetor também registraram retração expressiva conforme o balanço oficial da pasta. A febre chikungunya apresentou queda de 43%, caindo de 118.885 para 67,9 mil notificações, enquanto a zika teve redução de 35%, passando de 3.724 para 2.141 registros confirmados.
O levantamento detalha ainda os principais tipos de criadouros do mosquito encontrados pelos agentes de saúde nas residências. Vasos de plantas, pratos, garrafas e pequenos recipientes lideram com 42,3% dos focos, seguidos por reservatórios de água como caixas d’água e cisternas com 26,1%, além de pneus e lixo acumulado que somam 23%.
Diante do cenário e da previsão de calor associada ao fenômeno climático El Niño, o Ministério da Saúde intensificou as estratégias preventivas. Entre as medidas adotadas estão a capacitação de mais de 300 mil agentes comunitários, o uso de armadilhas como ovitrampas e estações disseminadoras de larvicida, e a aplicação do método biológico Wolbachia.