Desempenho insatisfatório de faculdades de medicina gera debate sobre fiscalização

A primeira edição do Enamed revelou que 30% das instituições brasileiras não atingiram o nível mínimo de proficiência, acendendo alerta para a expansão desenfreada de vagas.

O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) expôs fragilidades no ensino superior de saúde no Brasil. O levantamento indica que três em cada dez faculdades tiveram desempenho insatisfatório, com a maioria dos alunos sem alcançar a nota mínima. Instituições municipais e privadas com fins lucrativos concentram os piores índices.

Especialistas e entidades médicas defendem que o fortalecimento da regulação e da fiscalização é o caminho para garantir a qualidade dos novos profissionais. Para a professora Eliana Amaral, da Unicamp, é fundamental que o sistema de regulação estabeleça planos de trabalho rígidos para as instituições, garantindo que o compromisso com a formação prática seja cumprido.

A Associação Médica Brasileira (AMB) aponta que a abertura acelerada de cursos nos últimos anos colocou em risco o ensino prático. Segundo o presidente da entidade, César Eduardo Fernandes, cidades sem infraestrutura hospitalar adequada não deveriam sediar escolas de medicina, pois o aprendizado depende diretamente do contato direto com pacientes em cenários reais.

O Ministério da Educação anunciou que aplicará sanções contra as faculdades com baixas pontuações. Enquanto isso, o Conselho Federal de Medicina reforça o pedido para a criação de um exame de proficiência obrigatório para a concessão do registro profissional, visando assegurar a segurança da população no atendimento médico.

https://newsrondonia.com.br/educacao/2026/01/25/desempenho-insatisfatorio-de-faculdades-de-medicina-gera-debate-sobre-fiscalizacao/

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